07/11/2014

BILBAO // as viagens da minha vida #2

acabei de chegar de bilbao. apesar do cansaço acumulado, a cidade vale muito a pena. optámos por ir de carro, o que implica uma viagem de sete a nove horas. mas, como alugámos uma carrinha (para nove pessoas), o tempo acaba sempre por passar um pouco mais depressa.

o principal objetivo desta viagem era assistir ao atlético de bilbao - porto, coisa que acabei por dispensar. apesar de querer ir, não me arrependo de ter visto o jogo no hotel. os preços dos bilhetes hoje em dia não compensam a ida, apesar de tudo. para além disto, também o guggenheim era um dos principais motivos que nos levaram a juntar o útil ao ideal.

a cidade parece, à primeira vista, pequena e muito fechada. à entrada, muitos dos prédios fazem lembrar a suíça - mas quando chegamos à baixa, todas as habituações têm um estilo muito mais parisiense. é engraçada a forma como a cidade se constrói em volta do rio (nervión) e se estende com um estilo muito próprio, com fachadas muito antigas e clássicas que espantam qualquer um. 
















com todos estes edifícios tão próprios e vincados, é natural que salte à vista algo completamente diferente, surreal e diferente do que esperamos ver. o guggenheim destaca-se pelo seu design irreverente, fora do comum, fluído, mas que, apesar de tudo, se encaixa na cidade de uma forma que não assumimos num primeiro momento. é um museu de arte moderna cujas exposições podem (como quaisquer outras) não despoletar a melhor das emoções, mas que não deixam de ser interessantes. infelizmente, é proibido tirar fotografias dentro do museu, mas propriamente às obras - a segurança neste caso é algo apertada, o que não é comum na maior parte dos museus europeus.


os dias para conhecer bilbao já não eram muitos, mas aquilo que piorou a situação foi o facto de chover imenso no primeiro dia. preferimos conduzir pela cidade na carrinha que alugámos, caso contrário era impossível fazer o que quer que fosse.

bilbao é uma cidade muito engraçada e não se deixa adivinhar ao primeiro olhar. é preciso percorrer todas as ruas estreitas e sinuosas que se espalham por entre os blocos de prédios de fachadas muito estilizadas e de cores diferentes. assim sendo, num dia conseguimos palmilhar a cidade inteira, repetir ruas e voltar às mesmas praças - sendo que dois dias foram só para a viagem de ida e a de volta. como nada descreve melhor um sítio ou um momento do que fotografias, deixo-vos algumas das que tirei. melhor mesmo, só viajando e conhecendo o mundo.

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