30/04/2015

LISBOA // as viagens da minha vida #3



mais uma vez em lisboa, mas por mais vezes que vamos a determinado sítio, há sempre diferenças e as perspetivas são sempre outras. por isso mesmo, este fim-de-semana em lisboa fez-me lembrar madrid. das ruas largas ao metro, é tudo tão parecido.

desta vez, lisboa pareceu-me tudo menos portuguesa. e isso não é necessariamente mau. há muitos estrangeiros em lisboa e é raro encontrar alguém a falar português. pode parecer que exagero, mas a verdade é mesmo essa. em três dias, ouvi mais alemão e espanhol do que o português que eu falo. estes três dias dão perfeitamente para visitar a cidade - sem incluir museus.

como já tinha visitado lisboa e a maior parte dos museus, achei mais importante percorrer as ruas da cidade de uma ponta à outra. queria ter apanhado lisboa com a luz que lhe é tão característica, com aquele sol que rasga os prédios, as ruas e a calçada. voltei à torre de belém e subi ao arco da rua augusta. o que continua a cativar-me são os miradouros, que visitei pela primeira vez. o miradouro das portas do sol é mesmo de cortar a respiração.

mas lisboa não é só de ruas largas e grandes praças. lisboa também é comida. e boa. e quem me conhece sabe que há oportunidades que não se podem desperdiçar. há anos que chorava em silêncio pelos gelados da santini. os anos de espera valeram a pena. não há palavras, experimentem simplesmente. por outro lado, o mercado da ribeira sempre foi um espaço que eu queria conhecer desde a sua abertura. comparando este mercado ao do bom sucesso no porto, há muitas diferenças a reter. o mercado da ribeira é tão mais bem conseguido, para não falar do espaço, que é muito maior e mais organizado.

foram três dias incríveis que serviram para recarregar baterias para os três meses que se adivinham.

05/04/2015

destes dias // há ir e voltar


entrei em estágio, e servindo-me disso como desculpa, deixei de cá vir. não tenho o blog como uma obrigação, mas antes como um "apetece-me, vou". sempre que posso, vou à praia e tiro fotos iguais às outras que tinha tirado antes. mas sei sempre distingui-las no tempo - e no espaço. há qualquer coisa no mar que me leva sempre a ele. acho que é o não pensar. o sentar e olhar. só, e basta.é verdade que ainda ando na zumba. sim, a zumba é requisito mínimo na minha apresentação a pessoas que, no geral, devem perguntar-se quando é que eu me vou calar com aquilo. ou quando é que vou deixar de cantar as músicas que não me saem da cabeça por nada. a essas pessoas, que diariamente convivem comigo, as minhas sinceras desculpas.esta primavera é das melhores coisas que se têm inventado. era sol assim todos os dias. é que o sol faz lembrar calor, praia e areia nos pés. faz lembrar papo para o ar, viragens na areia estilo croquete e o rabo em cima da água. comprei um selfie stick que torna os meus dias tão mais interessantes - é tudo uma questão de perspetiva. não vou fazer compra melhor na vida.
temos ido à praia, e à zumba.

05/01/2015

love // birds

Sinto a tua falta como quem sente a falta do mar. Como quem quer o sal na pele, como quem o quer para sempre na boca. Tenho saudades tuas. Saudades do sorriso que levas e do amor que guardas no peito. Sinto saudade como só a saudade sabe sentir. Como só o amor pode explicar. Com tanta certeza como a que nasce com o Sol, como a que nos traz a Lua. Tão certo como a chuva ser molhada e as estrelas serem nossas. 

Gosto de ti. Ninguém sabe como eu gosto de ti. Nem eu sei quanto eu gosto de ti. O chão que levas, eu piso atrás. Tu manténs-me contra ele. És a gravidade que me empurra e a que me leva até ao céu. 

Tu és mais. Eu sou menos. Muito menos. Menos eu sem ti. Mais eu contigo. Tens o céu nos olhos e o amor no abraço. Tens carinho por entre os dedos e paz no apertar. Do teu corpo. Contra o meu. Contra o que é nosso e que sempre há-de ser.



31/12/2014

o meu ano // um novo ano

o tempo foge-me das mãos. quando sinto que não consigo ter controlo sobre alguma coisa, não sei como lidar com ela. e o tempo deixa de fazer sentido por não mo deixar controlar. não me organizo, não sei o dia de amanhã nem o que vem depois. este foi um ano sem tempo. não tive tempo de o ver passar, nem de contar os dias, nem de saber como lidar com ele. 

não sei como ver o novo ano, como lhe hei-chamar. vai-me tirar ainda mais tempo ao tempo que tenho. que é muito, mas que eu não o tenho como tanto. é sempre pouco. algo sempre falta. não sei o que esperar dele. do que eu controlo, sei que vai mudar. que me vai a dar a conhecer mundos para os quais não sei se estou preparada. não sei como lhes dar a volta - se dou a volta aos mundos ou se eles se voltam a mim. 

o ano passou depressa. o tempo não espera por nós, mas penso sempre que sim. vai sempre haver mais um dia, mais umas horas amanhã. depois percebo que não, que não chegou, que não tive nada, que não tive tempo. não tive o tempo. não controlei. deste ano, levo o que noutros deixei (clichés): mais amor, mais sorrisos, mais viagens, mais carinho, mais tempo que pensei não ter. chorei muito, sorri muito, mas, acima de tudo, dancei muito. e é assim que me levo. devagar, devagarinho.


para 2015, dance like nobody's watching...






30/11/2014

wishlist #2 // parar é morrer

e como prometido, voltei com mais sugestões. com o meu aniversário a aproximar-se, preciso de alguma coisa que me tire a cabeça da quantidade de trabalhos que tenho de fazer para a faculdade - ou que me desculpe por não os fazer. como tal, e sob a continuação do mote de que me preocupo horrores com a minha família e amigos, aqui deixo mais algumas sugestões.

sim, sonhar não custa, por isso gosto sempre de me aventurar pelas grandes marcas, cujos produtos não me importava nada de cuidar. relembro que aceito viagens e chocolates.

boas compras!



19/11/2014

wishlist #1 // é só a primeira

isto de fazer anos a poucos dias do natal tem sempre que se lhe diga. ele é escolher prendas para o aniversário, ele é escolher prendas para o natal, e todas diferentes! não é um trabalho simples, exige muito de mim...

não é fácil desdobrar-me em ideias para sugerir a todos os meus familiares e amigos, que tanto se preocupam comigo, que tantas vezes me perguntam o que é que eu quero, o que é que eu não tenho... ter, eu tenho tudo. precisar, não preciso de nada. mas querer, quero muita coisa (e sonhar não custa). vai daí que me ando a babar por uma série de coisas que não me importava que viessem morar cá para casa.

espero que, desta vez, discutam entre vocês todas essas magníficas ideias, para que eu não receba quatro casacos iguais outra vez. para além destas (e de próximas) prendas, estou também a aceitar viagens e chocolates (principalmente nestes tempos difíceis de escassez de cacau - guylian, milka oreo, milka bolacha, m&m's, podia ficar aqui toda a noite...) e não, não se sintam mal pelo aumento exacerbado dos meus níveis de açúcar nem pelo disparar do meu colesterol, que eu depois queimo tudo na zumba.

boa sorte e até às próximas sugestões! conto convosco!
 







disponível aqui.

07/11/2014

BILBAO // as viagens da minha vida #2

acabei de chegar de bilbao. apesar do cansaço acumulado, a cidade vale muito a pena. optámos por ir de carro, o que implica uma viagem de sete a nove horas. mas, como alugámos uma carrinha (para nove pessoas), o tempo acaba sempre por passar um pouco mais depressa.

o principal objetivo desta viagem era assistir ao atlético de bilbao - porto, coisa que acabei por dispensar. apesar de querer ir, não me arrependo de ter visto o jogo no hotel. os preços dos bilhetes hoje em dia não compensam a ida, apesar de tudo. para além disto, também o guggenheim era um dos principais motivos que nos levaram a juntar o útil ao ideal.

a cidade parece, à primeira vista, pequena e muito fechada. à entrada, muitos dos prédios fazem lembrar a suíça - mas quando chegamos à baixa, todas as habituações têm um estilo muito mais parisiense. é engraçada a forma como a cidade se constrói em volta do rio (nervión) e se estende com um estilo muito próprio, com fachadas muito antigas e clássicas que espantam qualquer um. 
















com todos estes edifícios tão próprios e vincados, é natural que salte à vista algo completamente diferente, surreal e diferente do que esperamos ver. o guggenheim destaca-se pelo seu design irreverente, fora do comum, fluído, mas que, apesar de tudo, se encaixa na cidade de uma forma que não assumimos num primeiro momento. é um museu de arte moderna cujas exposições podem (como quaisquer outras) não despoletar a melhor das emoções, mas que não deixam de ser interessantes. infelizmente, é proibido tirar fotografias dentro do museu, mas propriamente às obras - a segurança neste caso é algo apertada, o que não é comum na maior parte dos museus europeus.


os dias para conhecer bilbao já não eram muitos, mas aquilo que piorou a situação foi o facto de chover imenso no primeiro dia. preferimos conduzir pela cidade na carrinha que alugámos, caso contrário era impossível fazer o que quer que fosse.

bilbao é uma cidade muito engraçada e não se deixa adivinhar ao primeiro olhar. é preciso percorrer todas as ruas estreitas e sinuosas que se espalham por entre os blocos de prédios de fachadas muito estilizadas e de cores diferentes. assim sendo, num dia conseguimos palmilhar a cidade inteira, repetir ruas e voltar às mesmas praças - sendo que dois dias foram só para a viagem de ida e a de volta. como nada descreve melhor um sítio ou um momento do que fotografias, deixo-vos algumas das que tirei. melhor mesmo, só viajando e conhecendo o mundo.