por entre um monte de trabalhos e prazos a cumprir, sabe (muito) bem desanuviar a cabeça (o corpo e a alma) durante uns minutos que sejam. é então que surge a solução que me obriga a sair do sofá que eu tanto gosto: a zumba. o que eu precisava, como disse, era de uma solução - qualquer coisa que me desse vontade de fazer exercício sem que, toda essa "coisa" fosse um autêntico sacrifício.
eu detesto ginásios. já andei em mais do que um e nada. ele foi passadeiras, bicicletas, rpm's, musculação, piscina, abdominais e nada... é que nada me fazia ter uma vontade imensa de lá voltar. arranjava desculpas para não pôr lá os pés no dia seguinte. ou tinha de estudar, ou eram os trabalhos, ou a minha cama era tão mais apetecível...
é então que a zumba vem trazer a luz de volta aos meus olhos, ser a luz ao fundo do túnel, dar-me a vontade que eu nunca tive de sair do sofá. quem me conhece sabe que eu sou a rainha do dancefloor. se há música não tão intelectual - e digamos que, em vez dela, não falha a azeiteira/pimba/parola/de forró -, eis que renasço das cinzas e, se preciso, passo a noite a dançar. não falho um casamento, uma festa de anos, um batizado, umas bodas de ouro, o que for... é, de facto, um campo que domino, mas que nunca me deu muito que pensar.
a moda da zumba, há uns meses, não se aguentava - como todas. tudo o que era ginásio apostou em aulas de zumba. era um desfile de roupas fluorescentes pelo corredor fora que me deixavam na dúvida. a partir daí, disse para mim mesma que havia de experimentar. dizia sempre que gostava de ir a uma aula, mas nunca dava o último passo. nunca me inscrevia em coisa nenhuma por achar demasiado caro - sim, outra desculpa minha: não acho razoável ter que pagar uma mensalidade inteira para apenas frequentar aulas de grupo.
vai daí que arranjei um namorado pior do que eu (no que toca a arrasar com o dancefloor, como é óbvio) e que me convenceu a ir a umas novas aulas de zumba. claro que eu não disse que não e atirei-me de cabeça. se estou a escrever sobre isto é porque, realmente, sinto mudanças - não físicas ou o que quer que se assemelhe (estás a ouvir-me, Deus do fitness?!), mas no espírito, na disposição, na vontade em me querer enfiar naquele armazém só para sair de lá a pingar e sem sentir as pernas.
dou por mim a ouvir tudo o que é música, a ver que passos não estou a fazer bem (esqueçam, não nasci para sambar), qual a melhor roupa para levar... estou louca e completamente viciada nisto, mas é tão bom! zumbásticos, acusem-se!
digam lá se não dá vontade de abanar (secretamente) a anca?
até já,
luísa
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