13/10/2014

NYC // as viagens da minha vida #1

     
                                                               





enquanto não bato asas para mais um sítio incrível, aproveito para inaugurar uma nova rubrica aqui no blogue - porque nem tudo são lamechices e sopros no coração. mas Nova Iorque é, de certa forma, um grande sopro no coração, de saudade, de aperto. quando cheguei - em dezembro de 2009 - passei a primeira noite em Queens, e não me apercebi (nem de longe) aquilo que estava prestes a ver. 

Nova Iorque é como no filmes. sim, os táxis correm num amarelo torrado muito rápido. sim, há fumo que sai das sarjetas em todas as ruas. sim, decoras os números das ruas. sim, a Quinta Avenida não tem fim. sim, Times Square é o mundo todo. sim, há most wanted por todos os postes - e polícias a prendê-los. sim, há pretzels em carrinhos de venda. sim, há loucos no metro. sim, não há ninguém que não traga uma dose industrial de american coffee na mão. sim, Manhattan é de cortar a respiração. só um dia depois de ter chegado aos Estados Unidos me apercebi da grandiosidade da Big Apple.

quando me perguntam qual foi a "viagem da minha vida" (se a tiver, se é que ainda não a vivi), a minha resposta é sempre a mesma: Nova Iorque. não há medida nem peso para tudo o que se vê, para um mundo absolutamente paralelo com o qual nunca tinha contactado, que nunca pensei que existisse - só mesmo em filmes. esta é daquelas cidades que nos obrigam a lá ir uma vez mais, ou tantas outras. foi, sem dúvida, a cidade que mais me marcou e arrebatou de todas aquelas em que já estive (esperem pela #2!!).

nunca se diz o suficiente sobre Nova Iorque. mas é verdade que a cidade não dorme. que as buzinas rasgam noite dentro, que nunca há luzes suficientes, que a bola da nívea desce mesmo na contagem decrescente da passagem de ano. que a comida é intragável, que o churrasco (ou o esturricado, digamos) é imperativo em qualquer refeição. que o mcdonald's é fraquíssimo e que não há assim tantos quanto isso.

para subir ao Empire State Building é preciso paciência. a fila de espera arrasa com qualquer santo, mas nunca a pressão atmosférica me soube tão bem. nunca os ouvidos me estalaram tanto e nunca oitenta andares me pareceram tão poucos. o Central Park assegura-se de que os teus olhos estão sempre sobre ele. o vento gélido que te corta a pele das orelhas dá-te a certeza de que estás a ver a Statue of Liberty. e não há maior liberdade que essa. é tudo como nos filmes. é melhor do que nos filmes. Nova Iorque é para os que sonham acordados.

até já,
luísa

Sem comentários:

Enviar um comentário